Bento XVI
Bento XVI
O Papa Bento XVI nasceu em um Sábado de Aleluia em Marktl am Inn, diocese de Passau na Alemanha, em 16 de abril de 1927, e foi batizado no mesmo dia. Seu pai, comissário da polícia e sua mãe, antes de se casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis. Ratzinger, seu nome de batismo, viajou por muitas cidades devido às intermináveis transferências de local de trabalho impostas a seu pai.
Passou a sua infância e adolescência em Traunstein (Baviera), onde começou a estudar latim e grego ainda no ginásio. Em 1939, aos 12 anos, dá o primeiro passo para sua carreira eclesiástica e entra para o pequeno seminário de Traunstein.
Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de Junho de 1951. Um ano depois, começou a sua atividade de professor na Escola Superior de Freising. Em 1953, recebeu seu doutorado em teologia pela universidade de Munique com a tese "O povo e a Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho”. Passados quatro anos, sob a direção do conhecido professor de teologia fundamental, Gottlieb Söhngen, conseguiu a habilitação para a docência com uma dissertação sobre “A teologia da história em São Boaventura”.
No dia 25 de março de 1977, Paulo VI elegeu Ratzinger Arcebispo de Munique e Frisinga e, em 28 de maio, foi ordenado bispo Escolheu como lema episcopal: “Colaborador da verdade”; assim o explicou ele mesmo: “Parecia-me, por um lado, encontrar nele a ligação entre a tarefa anterior de professor e a minha nova missão; o que estava em jogo, e continua a estar – embora com modalidades diferentes -, é seguir a verdade, estar ao seu serviço. E por outro lado, escolhei este lema porque, no mundo atual, omite-se quase totalmente o tema da verdade, parecendo algo demasiado grande para o homem; e, todavia, tudo se desmorona se falta a verdade”.
Paulo VI criou-o Cardeal Presbítero da Santa Igreja com o título de “Santa Maria Consoladora ao Tiburtino”, no Consistório de 27 de junho desse mesmo ano. Em 1978, participou do Conclave, celebrado de 25 a 26 de agosto, que elegeu João Paulo I; este nomeou-o seu Enviado especial ao III Congresso Mariológico Internacional que teve lugar em Guayaquil (Equador) de 16 a 24 de setembro. No mês de outubro desse mesmo ano, participou também no Conclave que elegeu João Paulo II.
João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de novembro de 1981. No dia 15 de fevereiro de 1982, renunciou ao governo pastoral da Arquidiocese de München e Freising. O Papa elevou-o à Ordem dos Bispos, atribuindo-lhe a sede suburbicária de Velletri-Segni, em 5 de abril de 1993. Também foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, a qual, após seis anos de trabalho (1986-1992), apresentou ao Santo Padre o novo Catecismo. A 06 de novembro de 1998, o Santo Padre aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. E, no dia 30 de novembro de 2002, aprovou a sua eleição para Decano; como este cargo, foi-lhe atribuída também a sede suburbicária de Óstia.
Entre as suas numerosas publicações, ocupam lugar de destaque o livro “Introdução ao Cristianismo”, uma compilação de lições universitárias publicadas em 1968 sobre a profissão de fé apostólica, e o livro “Dogma e Revelação” (1973), uma antologia de ensaios, homilias e meditações, dedicadas à pastoral. Grande ressonância teve a conferencia que pronunciou perante à Academia Católica Bávara sobre o tema “Por que continuou ainda na Igreja?”; com a sua habitual clareza, afirmou então: “Só na Igreja é possível ser cristão, não ao lado da Igreja”.
Foi eleito Papa no dia 19 de abril de 2005 e no dia 24 de abril teve início solene o seu ministério de Pastor universal da Igreja.

