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Histórico da Paróquia

Histórico da Paróquia

Data de fundação: 28/10/1854


A Paróquia de São Vicente de Paulo, cuja Igreja Matriz está situada na sede do distrito do mesmo nome (o terceiro distrito) que integra o município de Araruama, foi criada pelo Decreto nº 977 de 13 de outubro de 1857: "Fica erecto em Freguesia o Curato de São Vicente de Paulo, no município de Cabo Frio, e o Presidente da Província fica autorizado para alterar, ouvida a Autoridade Eclesiástica do Bispado, os limites entre a mesma Freguesia e a de São Pedro da Aldeia, atendendo-se à maior comodidade dos povos, e de maneira a que desapareçam as voltas com que foram traçados". Três anos antes, pelo Decreto nº 737 de 28 de outubro de 1854, havia sido criado o Curato de São Vicente de Paulo, no lugar Pavuna, onde faz junção a estrada da cidade de Cabo Frio à Lagoa de Juturnaíba com a que vai de Morro Grande a Barra de São João, na Paróquia de São Pedro da Aldeia. São Vicente de Paulo foi considerado distrito por Lei Provincial nº 977, de 13 de outubro de 1857 e Decreto nº 1-A, de 3 de junho de 1892.

 

(Dados obtidos nos arquivos da Mitra Arquidiocesana de Niterói)

São Vicente de Paulo

Padroeiro - São Vicente de Paulo


São Vicente de PauloNasceu em uma terça-feira de Páscoa, em 24 de abril de 1581, na aldeia Pouy, sul da França. Vicente foi batizado no mesmo dia de seu nascimento.Era o terceiro filho do casal João de Paulo e Bertranda de Moras, camponeses profundamente católicos. Seus seis filhos receberam o ensino religioso em casa através de Bertranda.

Desde cedo destacou-se pela notável inteligência e devoção. Fez seus primeiros estudos em Dax, onde, após 4 anos, tornou-se professor. Isto lhe permitiu concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse. Foi ordenado sacerdote, aos dezenove anos, em 23 de setembro de 1600.

Ordenou-se padre e logo passou pela primeira provação: uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança - uma pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.

No retorno desta viagem a Marselha, em 1605, o navio em que se encontrava foi atacado por piratas turcos. Pe. Vicente sobreviveu ao ataque, mas foi feito prisioneiro. Os turcos o conduziram a Túnis, onde foi vendido como escravo para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, foi herdado pelo sobrinho do químico, que o vendeu para um fazendeiro, um renegado, que antes era católico e, com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. Ele tinha três esposas: uma era turca e esta, ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou-se e quis saber o significado do que ele cantava. Ciente da história, ela censurou o marido por ter abandonado uma religião que para ela parecia tão bonita. O patrão de Pe.Vicente arrependeu-se e propôs a ele uma fuga para a França, que só se realizou dez meses depois, já em 1607.

Eles atravessaram o Mar Mediterrâneo em uma pequena embarcação e conseguiram chegar à costa francesa. De Aigues-Mortes foram para Avinhão, onde encontraram o Vice-Legado do Papa. Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente, retornando à Igreja Católica. Vicente e o renegado ficaram vivendo com o Vice-Legado e, quando este precisou viajar a Roma, levou-os em sua companhia. Durante a estadia na cidade, Pe. Vicente frequentou a universidade e se formou em Direito Canônico. E o renegado foi admitido em um mosteiro, onde se tornou monge.

O Papa precisou mandar um documento sigiloso para o Rei Henrique IV da França e Pe. Vicente foi escolhido como fiel depositário. Devido a sua presteza, o Rei Henrique IV nomeou-o Capelão da Rainha Margarida de Valois, a rainha Margot. Pe. Vicente era encarregado da distribuição de esmolas aos pobres e fazia visitas aos enfermos no hospital de caridade em nome da rainha. Após o assassinato de Henrique IV da França, em 1610, São Vicente passou um ano na Sociedade do Oratório, fundada pelo Cardeal Pierre de Bérulle. Mais tarde, padre Bérulle foi nomeado Bispo de Paris e indicou Vicente de Paulo para vigário de Clichy, subúrbio de Paris.

Vicente fundou a Confraria do Rosário e todos os dias visitava os doentes. Atendendo a um pedido de padre Berulle, partiu e foi ser o preceptor dos filhos do general das galés e residir no Palácio dos Gondi. Naquele período, a Marinha francesa estava em expansão e, para resolver o problema da mão-de-obra necessária para o remo, era costume a condenação às galés por delitos comuns. Vicente empenhou-se nesta missão, lutando por mais dignidade para estes prisioneiros, que viviam em condições sub-humanas. No trabalho em favor dos condenados às galés chegou até a se colocar no lugar de um deles para libertá-lo. As propriedades da família dos Gondi eram muito grandes e Pe. Vicente e a senhora de Gondi faziam visitas às famílias que residiam nestas propriedades. Foi assim que o Pe. Vicente percebeu como era necessária a confissão deste povo. Na missa dominical, ele fazia com o povo a confissão comunitária. Conseguiu outros padres para as confissões, pois eram muitos os que queriam esse sacramento. Pe. Vicente esteve nas terras da família Gondi por cinco anos. Foi a Paris e, mais tarde, a pedido do Pe. Berulle, voltou para a casa dos Gondi por mais oito anos.

Sua piedade heróica conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. Vendo o abandono espiritual dos camponeses, fundou a Congregação da Missão, que são os Padres Lazaristas, para evangelização do "pobre povo do interior". A Congregação da Missão demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633 para receber a Bula do Papa Urbano VIII, reconhecendo-a.

Em 1643, Luís XIII pediu para ser assistido, em seu leito de morte, por Vicente, tendo morrido em seus braços. A seguir foi nomeado pela Regente Ana d'Áustria, de quem era o confessor, para o Conselho de Consciência (para assuntos eclesiásticos dessa Regência).[1]

Num apelo que o padre Vicente fez durante sermão em Châtillon, nasceu o movimento das Senhoras Damas da Caridade (Confraria da Caridade). A primeira irmã de caridade foi a camponesa Margarida Nasseau, que contou com a orientação de Santa Luísa de Marillac e que, mais tarde, estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade, atuais Filhas da Caridade. De apenas quatro irmãs no começo, a Confraria conta, hoje, com centenas delas. Foi também ele o responsável pela organização de retiros espirituais para leigos e sacerdotes, através das famosas conferências das terças-feiras (Confraria de Caridade para homens).

Inpirado por seu amor a Deus e aos pobres, Vicente de Paulo foi o criador de muitas obras de amor e caridade. Sua vida é uma história de doação aos irmãos pobres e de amor a Deus. Existem diversas biografias suas, mas sabemos que nenhuma delas conseguirá descrever com total fidelidade o amor que tinha por seu irmãos necessitados. Muitos acham que a maior virtude de São Vicente é a caridade, mas sua humildade suplantava essa virtude. Sempre buscava o bem da Igreja. São Vicente de Paulo foi um pai dos Pobres e um reformador do clero. Basta dizer que a Conferências Vicentinas, fundadas por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros, em 23 de abril de 1833, foram inspiradas por ele. Espalhadas no mundo inteiro, vivem permanentemente de seus exemplos e ensinamentos.

Segundo São Francisco de Sales, Vicente de Paulo era o "padre mais santo do século". Faleceu em 27 de setembro de 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris. Foi canonizado pelo Papa Clemente XII em 16 de junho de 1737. Em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.

Horário das Santas Missas

Horário das Santas Missas

 

vSANTA MISSA

Matriz

Domingo - 8:30h e 19h

Terça Feira - 18h:30min.

Quinta Feira - 8h

Sexta Feira - 19h

Nas Capelas e Comunidades

Capela Nª Srª de Lourdes (Monteiros) - Toda quarta-feira às 19h

Capela Nª Srª Aparecida (Soledade) - 1º Sábado do mês às 17h

Comunidade da Posse  - 2º Sábado do mês às 9h

Comunidade Nª Senhora de Fátima (Norival) - 2º Sábado do mês às19h

Capela Nª Srª Imaculada Conceição (Murubaí) - 3º Sábado do mês às 17h

Capela Santo Antônio (Prodígio) - 1º e 3º Domingo do mês às 16h

Capela São Jorge (Sobradinho) - 2º e 4º Domingo do mês às 7h

Capela Santo Antônio (Loteamento Santo Antônio) - Dia 13 de cada mês às 19h

Capela Nª Senhora das Graças em (Itapinoã) - Dia 27 de cada mês às 17h

 

Confissão

Às quartas-feiras: 9h às 11h e 14h às 17h

 

Celebração da Palavra

Capela Sto. Antônio- Prodígio: Segundo e Quarto Domingo do mês às 16h

Capela São Jorge: Primeiro e Terceiro Domingo do mês às 7h

Expediente da Secretaria Paroquial

Expediente da Secretaria Paroquial

Pça. Gal. Cristóvão Barcellos, 03 - Tel/Fax.: (22) 2666-1347

Segunda à Sexta –feira: 8h às 12h / 13h às 17h

Sábado: 8h às 12h

 

Preparação para o Batismo

Inscrição:

·           1º e 2º domingo após a Missa.

Reunião com Pais e Padrinhos:

·           3º domingo às 16h.

Batismo:

·           4º domingo após a Missa da manhã.

Documentos necessários para Pais e Padrinhos:

·           Certidão de Nascimento (xérox);

·           Comprovante de Residência dos pais (xérox);

·           Padrinhos se forem casados, certidão de casamento no religioso (xérox);

·           Padrinhos se forem solteiros e não viverem maritalmente, apresentar certidão de nascimento (xérox);

·           Identidade dos Pais e Padrinhos.

Obs.: Os padrinhos deverão ser católicos, casados na igreja ou solteiros que não vivam maritalmente com alguém e que sejam maiores de 16 anos. (Se for de outra Paróquia, apresentar autorização).

 

Casamentos

Os noivos deverão apresentar os seguintes documentos:

1- Certidão de Batismo (válido por 6 meses);

2- Xérox da Certidão de Nascimento, Identidade, CPF e Comprovante de Residência;

3- Declaração do Cartório que deram entrada nos papéis;

4- Certidão de Habilitação Civil;

5- Xérox do Curso de Noivos (válido por 6 meses);

6- Dados do Casal de Testemunhas (maiores de idade) e xérox de identidade;

7- Entrevista com o Padre.

Bento XVI

Bento XVI


O Papa Bento XVI nasceu em um Sábado de Aleluia em Marktl am Inn, diocese de Passau na Alemanha, em 16 de abril de 1927, e foi batizado no mesmo dia. Seu pai, comissário da polícia e sua mãe, antes de se casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis. Ratzinger, seu nome de batismo, viajou por muitas cidades devido às intermináveis transferências de local de trabalho impostas a seu pai.

Passou a sua infância e adolescência em Traunstein (Baviera), onde começou a estudar latim e grego ainda no ginásio. Em 1939, aos 12 anos, dá o primeiro passo para sua carreira eclesiástica e entra para o pequeno seminário de Traunstein.

Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de Junho de 1951. Um ano depois, começou a sua atividade de professor na Escola Superior de Freising. Em 1953, recebeu seu doutorado em teologia pela universidade de Munique com a tese "O povo e a Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho”. Passados quatro anos, sob a direção do conhecido professor de teologia fundamental, Gottlieb Söhngen, conseguiu a habilitação para a docência com uma dissertação sobre “A teologia da história em São Boaventura”.

No dia 25 de março de 1977, Paulo VI elegeu Ratzinger Arcebispo de Munique e Frisinga e, em 28 de maio, foi ordenado bispo Escolheu como lema episcopal: “Colaborador da verdade”; assim o explicou ele mesmo: “Parecia-me, por um lado, encontrar nele a ligação entre a tarefa anterior de professor e a minha nova missão; o que estava em jogo, e continua a estar – embora com modalidades diferentes -, é seguir a verdade, estar ao seu serviço. E por outro lado, escolhei este lema porque, no mundo atual, omite-se quase totalmente o tema da verdade, parecendo algo demasiado grande para o homem; e, todavia, tudo se desmorona se falta a verdade”.

Paulo VI criou-o Cardeal Presbítero da Santa Igreja com o título de “Santa Maria Consoladora ao Tiburtino”, no Consistório de 27 de junho desse mesmo ano. Em 1978, participou do Conclave, celebrado de 25 a 26 de agosto, que elegeu João Paulo I; este nomeou-o seu Enviado especial ao III Congresso Mariológico Internacional que teve lugar em Guayaquil (Equador) de 16 a 24 de setembro. No mês de outubro desse mesmo ano, participou também no Conclave que elegeu João Paulo II.

João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de novembro de 1981. No dia 15 de fevereiro de 1982, renunciou ao governo pastoral da Arquidiocese de München e Freising. O Papa elevou-o à Ordem dos Bispos, atribuindo-lhe a sede suburbicária de Velletri-Segni, em 5 de abril de 1993. Também foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, a qual, após seis anos de trabalho (1986-1992), apresentou ao Santo Padre o novo Catecismo. A 06 de novembro de 1998, o Santo Padre aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. E, no dia 30 de novembro de 2002, aprovou a sua eleição para Decano; como este cargo, foi-lhe atribuída também a sede suburbicária de Óstia.

Entre as suas numerosas publicações, ocupam lugar de destaque o livro “Introdução ao Cristianismo”, uma compilação de lições universitárias publicadas em 1968 sobre a profissão de fé apostólica, e o livro “Dogma e Revelação” (1973), uma antologia de ensaios, homilias e meditações, dedicadas à pastoral. Grande ressonância teve a conferencia que pronunciou perante à Academia Católica Bávara sobre o tema “Por que continuou ainda na Igreja?”; com a sua habitual clareza, afirmou então: “Só na Igreja é possível ser cristão, não ao lado da Igreja”. 

Foi eleito Papa no dia 19 de abril de 2005 e no dia 24 de abril teve início solene o seu ministério de Pastor universal da Igreja.

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